domingo, 30 de agosto de 2009

As drogas: O inegável, os fatos e os danos.

As drogas e a música sempre estiveram juntas, de maneira geral, o que ajudou a “delimitar” o auge ou associações de algumas drogas ilícitas. Dá pra se dizer que o auge do LSD ocorreu na época do festival de Woodstock, que o reggae e maconha estiveram sempre ligados, que as raves só são possíveis com o ecstasy, entre outros momentos e épocas.
Na época do chamado ‘rock psicodélico’ e ‘rock progressivo’, por exemplo, onde bandas como Pink Floyd, Beatles, The Doors e Rolling Stones tocavam suas músicas sempre regada de drogas como o LSD, ou Lucy In The Sky With Diamonds segundo os Beatles, o lança-perfume e a heroína, sendo essa a substância que matou Jim Morrison, vocalista do The Doors. Inclusive, é possível citar inúmeros músicos mortos por overdose, além de lendas como a troca de sangue de Keith Richards, guitarrista do Rolling Stones, para diminuir a quantidade de substâncias lícitas e ilícitas presentes em seu organismo e minimizar a sua dependência.
Não digo que a música seja a responsável pelo uso de drogas, mas acho que possa ser um meio de ‘inspiração’ para, afinal não é segredo que inúmeros músicos usam drogas para compor. É uma escolha que cada um faz: ‘usar ou não usar? Eis a questão’, em um modo shakespeariano de dizer. Há quem use como válvula de escape para problemas pessoais, seja ele profissional, emocional ou familiar; Por curiosidade, vontade ou pra se sentir superior; Ou por querer se sentir do grupo ou se aproximar de alguém. Quando se opta pelo usar, as desculpas podem ser as mais variadas, mas a coragem de assumir o uso é rara. São poucos aqueles que dizem com todas as letras ‘eu uso porque quero’, mas são muitos aqueles que falam ‘é só de vez em quando, pra sair da rotina, mas não sou dependente’.
Quando o assunto é drogas, sempre há uma certa hipocrisia. E em ambos os lados. Para muitos que não usam, acham que quem usa é um vagabundo, marginal e desocupado, no ponto mais leve. Se isso fosse verdade, seria como dizer que a obra dos Beatles é um lixo e que caras como John Lennon e Paul McCartney são completos retardados. Do lado de quem usa drogas, a hipocrisia já acontece quanto a usar drogas e ao ouvir perguntas diretas demais como ‘o que você sente quando usa LSD?’ e preferir desconversar ou até mesmo negar, fora o clássico: dizer que o outro não é legal ou ‘descolado’ o suficiente por não usar.
Outro ponto que vale lembrar é que medicamentos vendidos ou manipulados em farmácias também são drogas e isso é muitas vezes esquecido. Drogas, inclusive, que podem ter efeitos colaterais como tontura, sonolência, enjôo, taquicardia, dormência, entre outros. Efeitos que, assim como o das chamadas drogas ilícitas, podem ser perigosas quando somados a ações como dirigir ou nadar. Medicamentos podem se tornar um vício também, a chamada hipocondria, onde uma simples irritação na garganta já é o suficiente para tomar doses e mais doses de xaropes, antiinflamatórios, analgésicos e os mais variados medicamentos oferecidos nas estantes de drogarias. Situações assim têm se tornado comuns, ainda mais com o pânico causado pela gripe suína. Pânico totalmente desnecessário, por sinal.
Drogas é um assunto cheio de prós e contras, que sempre está em pauta, sempre gerando polêmica e discussões. Independente de qual lado cada um se posicione, é necessário deixar a hipocrisia de lado e, antes de qualquer coisa, procurar se informar. Existem ícones que tornaram brilhantes com o uso de drogas. E, dentro desses, alguns decidiram eliminá-las para seguir a carreira adiante. É o caso de Trent Reznor, vocalista e guitarrista do Nine Inch Nails. Já foi usuário declarado de cocaína, droga estimulante que “ajuda” muitos músicos, e já se mantém sóbrio a anos. Trent continua escrevendo e compondo e, inclusive, já compôs um álbum onde mostra como se sentia com uso da droga e a ausência da droga.
Resumidamente: há um lado no uso de drogas que foi, de alguma forma, bom e se tornou inegável. Afinal, fica claro que músicas como Yellow Submarine, All Together Now e A Day In The Life não existiriam sem o uso abusivo de LSD. E a popularização de algumas bandas e ideais ditaram o auge de certas drogas.
Por outro lado, existem milhões de dependentes químicos que não são nada geniais. A grande maioria começa por drogas ditas como ‘leves’, como a maconha, ‘só por diversão’. O organismo, com o passar do tempo, não se sacia, e passa a pedir mais. Aí, chegou a hora de passar para a cocaína, para ‘dar um ânimo’. Daí em diante, pode surgir uma variedade incrível de drogas, até chegar em drogas fortes como a ketamina e, principalmente, a heroína, que é estimulante, causa extrema dependência e danos cerebrais irreversíveis, que ficam somados aos demais danos causados pelas outras drogas. Alguns usuários sabem disso e fazem de tudo para impedir que pessoas queridas comecem a usar. Um pouco ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço’, é verdade, mas de alguma forma um ato consciente do mal terrível que é.
Assim como as drogas ilícitas, medicamentos causam dependência também. Hipertensos, por exemplo, estão sempre consultando cardiologistas e alterando a dosagem do medicamento. A maioria das vezes pra uma dose maior. Outro caso é o de pacientes com bronquite que, a menor falta de ar, já se apressa pra dar uma bela borrifada na bombinha pra sentir o Berotec aliviando.
Como farmacêutica, acho extremamente complicado ter uma posição bem clara, dizer se é contra ou a favor, afinal é uma profissão que vive, em grande parte, da fabricação e estudo de drogas. Todas as drogas podem gerar dependência, que varia o grau de acordo com a substância, e profissionalmente não existe profissional que saiba melhor o ‘como lidar’ com essas substâncias. Ou seja, basta sabe administrar essas substâncias, vendidas em forma de medicamento. Quanto a drogas ilícitas, fica claro o alto dano causado por elas no organismo, gerando mais problemas do que aqueles que serviram de desculpas para o início do uso. Trata-se de uma saída que, na verdade, é uma fuga altamente perigosa que não soluciona nada, apenas gera mais problemas.

domingo, 23 de agosto de 2009

A verdade.

A verdade é que sou a sua melhor escolha. Mas não agora.
Sou a fotografia que você sempre procura se espelhar, ao bater novas fotos.
Sou o livro que você tenta escrever para se expressar.
Sou objeto que você usa quando acha que deve.
Sou o sonho que, quando você acorda, tenta voltar.
Sou seu amuleto quando você precisa de sorte.
Sou sugestão, quando são necessárias idéias.
Sou metade, quando é necessário completar.
Sou seu sorriso em um momento de tristeza.
Sou sua lágrima em um momento de alegria.
Sou amor, quando precisa amar.
Sou válvula de escape quando o mundo desaba.
Sou quando você espera.
Sou nada, quando há outra pra se preocupar.
Sou abstração quando não são necessárias palavras.
Sou palavra, quando precisa de versos.
Sou escudo quando falta carinho.
Sou arma, se há vingança.
Sou referência no não ser.
Sou referência no ser.
Sou admiração, quando não se sabe.
Sou repudia, quando se sabe.


Sou melodia. Você é letrista.
Sou letra. Você faz melodia.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

G.

Era inevitável, com as novas sensações, novos pensamentos e novos desejos. Por mais que Susan e Liesel não gostassem de dividir as atenções, terão nova companhia. Diferente delas. Mais um complemento, um pedaço de mim.
Um lado musical começou a falar mais alto, seja através de versos mal feitos ou admiração dos versos daqueles que já são consagrados. Uma necessidade que suplicava para ser escrita. Pouco sei, é verdade. Ou melhor, sei boa parte superficialmente. Fica aí meu jeito de saber mais.
Sem música, a vida seria um erro. Sem música, eu não seria ninguém. Nem se quer existiria.

Apresentações são complicadas. Elas devem dizer um pouco de nós, mas se falarmos a mais, perdemos o benefício da curiosidade. Assim, deixo seguir, deixo tomar forma, deixo virar palavras, que virarão frases.


A esquizofrenia é a doença que divide a mente.
Um dos meus mestres, a tinha.
Uma vez, ele disse:
"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir."
Sigo essa linha e me divido em personagens e sentimentos, cada uma em seu modo.



Susan, Liesel. E agora, Michelle.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Uma fotografia bonita.
Precisa de muita cor.
Precisa de um foco legal.
Jogar um alto contraste e deixar em P&B.
Não precisa ser de algo útil.
Só precisa chamar atenção.






E hoje é dia da fotografia.
Parabéns a todos os fotógrafos!

Revelação.

A aproximadamente um ano eu estava assistindo um show em um colégio da Freguesia do Ó. O microfone mal funcionava, iluminação era lenda e o som saia abafado. Fora outros problemas técnicos... Platéia? 30 pessoas, no máximo.
Ontem?
Bem, ontem essa banda aí ganhou o prêmio multishow, como revelação.

QUE ORGULHO!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sou um camaleão.

Sigo a tendência do meio,
Me adapto de acordo com o ambiente.
Rosa, laranja ou azul.
Posso ter a aparência que quiser,
Mas continuarei sendo um camaleão.

domingo, 16 de agosto de 2009

Fotografia.

Fotografia é uma arte e eu sempre a apreciei.
Por isso, acabo de decidir que vou dar um jeito no flickr e colocar os meus melhores clicks lá, em um set a parte.
Sexta amanheceu assim:



sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O importante é que amanheceu bonito.

E que Anberlin é A banda.
E que Stephen Christian é um dos meus letristas favoritos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Se as cores vão berrando no sol ensurdecedor, fecho os olhos, outro mundo, vou morar no interior.


E eu tenho fé na força do silêncio.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

L.

Queria saber o porquê se sentia tão encomodada com aquela situação. Sabia que não deveria, aquilo jamais seria real. Ou melhor, só era real na sua imaginação.Ler aquele tipo de coisa a machucava, mesmo que ela negasse. E, verdade seja dita, tinha vezes que nem ela conseguia disfarçar. Mesmo assim, insistia em ler, reler e querer saber mais.
No fundo, sempre quis que isso deixasse de ser pura fantasia e virasse realidade. Enquanto isso não acontecia, Liesel assistia de camarote às idas e vindas, vivendo seu amor montanha russa, pois sabia que, no final, ele sempre retornaria a ela.
Amor. O que era o amor para Liesel? Ou melhor, o que ela sentia em relação a ele? Adimiração, sem dúvida. Também sentia uma vontade de querer sempre protege-lo, o que muitas vezes se confundia com ciúme. Ou seria mesmo ciúme?
Eram perguntas demais em sua cabeça. Liesel foi até o espelho, secou as lágrimas que surgiram do fruto de sua confusão e se acalmou. Resolveu deitar. Fechou os olhos e decidiu não pensar.
Seu coração congelou. Ele, com um martelo, o quebrou e assistiu cada pedaço virar água.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

E, só pra ter aqui:




Mãe, me dá a Inglaterra?
A Onda.
Parabólica.
Alívio Imediato.
Piano Bar.
Pra Ser Sincero.
O Preço.
Refrão De Bolero.
Outras Frequências.
Pose.


E viva Engenheiros.
Obrigada, Humberto Gessinger.
Obrigada, você.

domingo, 9 de agosto de 2009

Show foda.
Podem falar qualquer coisa, menos negar que o show deles tem uma PUTA energia.

E feliz dia dos pais!

sábado, 8 de agosto de 2009

Trent Reznor, Alex Turner, Kelly Jones.
Duca Leindecker, Humberto Gessinger.

E hoje:
Diego Silveira, Danilo Valbusa, Bruno Prado, David Casali e Pedro Dash.
Entrar em processo de criação.
Uma nova parte em formação.
Sonhar, sorrir.
Observar, ironizar.
Escrever, cantar.

Três partes.
E três é um ótimo número.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Entre boliche, joguinhos e 4h de Poker, passando por momento dolorido e engraçado, digo que valeu o dia. Tudo.
Ou os dias, vai saber.

Quero mais dias assim.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

L.

Ela estava agachada, pegando um pedra de tempos em tempos e pensava 'par ou ímpar?', fazia a sua escolha e arremessava no lago. Três pingos antes de afundar, o ímpar ganhou dessa vez. Um pouco antes de um dos arremessos, ouviu um sussurro no seu ouvido: 'par'. Liesel se assustou. Olhou e era ele. Arremessou. A pedra afundou direito.
Ela olhou no fundo dos olhos dele e lembrou da primeira vez que o vira. Seu coração disparara, sua cabeça rodopiara e um suspiro tímido escapara. Tinha conhecido o amor, o carinho, a cumplicidade. Pelo menos achava isso.
Hoje, ela não via mais nada disso. Havia se acrescentado tanta raiva, desprezo e orgulho que sentia repulsa pelo simples encontro de olhar. Ele passara a fazer mal. E Liesel sabia que a culpa não era dela. Pelo contrário, o pouco que deu certo foi seu mérito. No que chegou a vez dele provar que era real, a corda se rompeu.
Ele a encarava, dizia palavras doces. Liesel não ouvia, apenas se perguntava o quão cínico ele queria ser. Deixou ele falar, fingindo concordar vez ou outra. Certo tempo passou. Ela havia se controlado e manipulado a conversa. Ele havia se contradito cinco vezes e ela nem quis contar quantas mentiras ele havia inventado pra tentar se justificar.
A verdade era conhecida e Liesel podia agradecê-lo pelo medo que agora nela vivia. O medo de morrer de amar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Acordar às 4h da manhã e ter surto de criação é bem esquisito.
Mas ok, tá tudo aqui, na minha cabeça.
Depois eu escrevo.
E, quem sabe, crie mais uma parte de mim.

Susan, Liesel... M?

domingo, 2 de agosto de 2009

Um ano.

A um ano eu estava desembarcando no Charles de Gaulle e ia ter a melhor semana da minha vida.

Ah, minha bela e amada Paris!
Pronto, chega de momentos beeeshas.
Agora quero um sorvete.


Se me perguntassem agora o que eu quero, eu responderia:
Quero amar pra valer.


Amanhã já terei mudado de idéia.