Queria saber o porquê se sentia tão encomodada com aquela situação. Sabia que não deveria, aquilo jamais seria real. Ou melhor, só era real na sua imaginação.Ler aquele tipo de coisa a machucava, mesmo que ela negasse. E, verdade seja dita, tinha vezes que nem ela conseguia disfarçar. Mesmo assim, insistia em ler, reler e querer saber mais.
No fundo, sempre quis que isso deixasse de ser pura fantasia e virasse realidade. Enquanto isso não acontecia, Liesel assistia de camarote às idas e vindas, vivendo seu amor montanha russa, pois sabia que, no final, ele sempre retornaria a ela.
Amor. O que era o amor para Liesel? Ou melhor, o que ela sentia em relação a ele? Adimiração, sem dúvida. Também sentia uma vontade de querer sempre protege-lo, o que muitas vezes se confundia com ciúme. Ou seria mesmo ciúme?
Eram perguntas demais em sua cabeça. Liesel foi até o espelho, secou as lágrimas que surgiram do fruto de sua confusão e se acalmou. Resolveu deitar. Fechou os olhos e decidiu não pensar.
Seu coração congelou. Ele, com um martelo, o quebrou e assistiu cada pedaço virar água.
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