Sonhei que estava em algum tipo de hotel, com vários corredores e portas, que tinha um típico bar próximo a entrada. Por algum motivo desconhecido, eu e amigos (que eu nem consegui ver, mas sabia que estavam lá) estavamos lá. Hospedados, talvez. Ou apenas com uma boa dica.
O importante é que eu e uma das minhas melhores amigas estavamos sentadas a mesa com Sir Paul McCartney, que tomava seu típico chá inglês e conversava animadamente.
Até que ele, em algum momento, jogou sua xícara no chão, colocou algum dinheiro na mesa (reais, por mais esquisito que seja) e disse:
- Não deixem que cobrem mais do que 9 cents de vocês.
E saiu correndo. E rindo. E sorrindo.
Olhei pra minha amiga com cara de espanto, pegamos algumas (várias) sacolas que estavam do outro lado do bar, recolhemos os pedaços da xícara, que foram colocados em uma dessas sacolas, e pegamos o dinheiro que o Paul tinha deixado em cima da mesa.
Ao falarmos com o... gerente, talvez, sobre a xícara quebrada, ele disse:
- Eu gastei 200 nessa xícara. Mas isso foi a 20 anos atrás e eu posso dar isso por esquecido, hoje.
Após o primeiro susto, mantivemos os pedaços na sacola e, sem motivo aparente, começamos a correr pelo lugar.
Eu tinha um pedaço de madeira na mão, com alguns desenhos que haviam sido gravados ali. Minha amiga tinha um pedaço igual. Subimos escadas, atravessamos corredores em disparada. Paramos na última porta do corredor que parecia mais longo. Instintivamente, batemos a porta e o chamamos.
Minutos depois, a porta se abriu e Paul estava lá. Usava roupão branco, tinha o rosto sujo do que parecia ser carvão, mas o seu sorriso continuava único. Talvez o melhor sorriso que eu já tenha visto.
Entramos, continuamos a conversar, até que eu disse:
- Nós escrevemos uma carta engraçadinha pra você, desde o show de São Paulo e não conseguimos entregar! E eu não estou com ela aqui. Tem algum jeito de a gente te entregar? Um e-mail... Juro que não vamos ficar te enchendo ou espalhando informação.
Paul, então, pegou uma caneta de tinta dourada e começou a fazer desenhos em sua mão e depois continuou em um papel, dizendo alguma coisa sobre dias da semana, três letras, o menos populoso.
A princípio, fiquei feliz com o enigma, mas depois não conseguia compreender. E antes que eu conseguisse, os olhos abriram e o tempo havia se esgotado.
Havia terminado o melhor sonho da minha vida.
O melhor sonho! Quem dera ser realidade.
ResponderExcluirQuanto ao enigma, eu chuto monday. Day - de dias da semana e mon, três letras, sendo o menos populoso porque ninguém gosta de segundas.
(L)