Era inevitável, com as novas sensações, novos pensamentos e novos desejos. Por mais que Susan e Liesel não gostassem de dividir as atenções, terão nova companhia. Diferente delas. Mais um complemento, um pedaço de mim.
Um lado musical começou a falar mais alto, seja através de versos mal feitos ou admiração dos versos daqueles que já são consagrados. Uma necessidade que suplicava para ser escrita. Pouco sei, é verdade. Ou melhor, sei boa parte superficialmente. Fica aí meu jeito de saber mais.
Sem música, a vida seria um erro. Sem música, eu não seria ninguém. Nem se quer existiria.
Apresentações são complicadas. Elas devem dizer um pouco de nós, mas se falarmos a mais, perdemos o benefício da curiosidade. Assim, deixo seguir, deixo tomar forma, deixo virar palavras, que virarão frases.
A esquizofrenia é a doença que divide a mente.
Um dos meus mestres, a tinha.
Uma vez, ele disse:
"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir."
Sigo essa linha e me divido em personagens e sentimentos, cada uma em seu modo.
Susan, Liesel. E agora, Michelle.
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