segunda-feira, 7 de março de 2011

Só tou desejando secretamente que você esteja entendendo e ignorando.
E que eu não esteja errada.

sábado, 5 de março de 2011

Sou tão decidida que já não sei o que eu quero.
Acho que ainda tou querendo dormir pra sempre e descançar.


Ou seja a chuva.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Escolher e errar.

Em meados de 2003 ou 2004 (já adianto que sou ruim pra datas) eu tive a chance de ser uma pessoa emocionalmente melhor. Percebo isso hoje. É quase como se uma escolha simples, fizesse toda a diferença em uma vida inteira. E talvez tenha feito.
Foi quando eu tive a chance mais concreta de ter um daqueles namorados de anos e anos. Mas o medo foi maior. Desde então, comecei o looping eterno de escolhas infelizes.
Em 2006, fiz o que julguei mal porque a curiosidade ganhou. Pouco tempo depois, quase me deixei enganar, mas a sensatez me salvou. E a frieza começou a aparecer.
Em 2007, me vi em um tipo esquisito de bifurcação que, hoje, posso ver que seriam duas escolhas que trariam resultados praticamente iguais. Escolhi a mais impossível e sutil, amoleci e me deixei encantar. Sonhei, voei e, quando achei que estava nas nuvens, despenquei do abismo e caí no purgatório. Me sentenciei a ficar dois anos em algum tipo de luto. A desconfiança ganhou. E ainda aparecem vestígios, ocasionalmente.
Em 2009, achei que seria diferente. E, de fato, foi. Foi sem frio na barriga, sem ansiosidade, sem pequenos dilemas. Foi maluco e indiferente. Foi quando eu descobri que sei atuar no outro papel.
Em 2010, finalmente fiz uma escolha certa. Só errei no pós, talvez por falta de hábito em chegar neste ponto. Sinceramente, não sei se eu agisse de outra forma, faria alguma diferença. Acho que vai ser uma eterna incógnita a ser levada.
Meses depois, tive um tipo de lapso, corrigido a tempo.
Tudo encaminhado e devidamente estacionado. E, depois desse pequeno resumo de infelicidades ou pequenas frustrações, eu conseguir mudar a primeira escolha de todas?

terça-feira, 1 de março de 2011

Reflexão barata.

Só queria (me) esclarecer uns pontos. Nossa diferença é simples: Não nasci pra aceitar o que tem pra hoje. Nasci pra apostar na melhoria do amanhã.
Arrisco. Perco, ganho. Tento mais uma vez. E sigo.
Não vou dizer que sempre acerto. Muito pelo contrário, sou a campeã das escolhas erradas ou dos mal entendidos. O que eu quero dizer é que vou aproveitando as chances que aparecem, mas não desprezo outras opções por comodidade. Assim como recuso opções com alguma consciência de que consigo coisa melhor. E geralmente ela aparece algum tempo depois.
Já deixei boas chances escaparem (e torço em segredo compartilhado pra que hajam segundas ou terceiras chances), já me machuquei por arriscar demais e por arriscar de menos.
Já perdi amores, já ganhei amores. Já amei tardiamente, já amei antecipadamente. Não me completei, não me senti plena. E sigo.
Que fique claro: Não estou dizendo que ficar estacionado em uma situação é ruim. Longe disso. O problema é parar pra satisfazer os outros. Pra achar uma parte nova, por achar. É quase como improvisar o sete de copas perdido por um pedaço de sufite. Fará o papel desejado, mas está bem longe de ser o ideal.