sábado, 29 de janeiro de 2011

Ei, futuro.

Às vezes me pego olhando fotos antigas, lendo textos antigos. Olho para os meus olhos nessas fotos, para os meus pensamentos...
Quando eu imaginaria que eu teria ganho bolsas de estudos? Quando que eu imaginaria que seria musicalmente dependente? Quando que eu adivinharia os amigos que teria? Quando que eu pensaria nos amigos que eu deixaria de ter? Quando eu acreditaria que seria possível? Quando eu imaginaria que ele seria meu, por alguns momentos? Quando eu deduziria que fiz a escolha errada?
Olhar o passado me faz bem. Honestamente, adoro cultivar toda essa nostalgia. Penso em ótimos momentos do passado todos os dias, sem um porquê necessário. Alguns momentos simplesmente reaparecem e, quando me dou conta, acabo com um sorriso besta.
Quando imagino o futuro, no entanto, há uma confusão de sentimentos baratos. Medo, incerteza, confiança, fé, tristeza, alegria, satisfação...

Ei, futuro. Um segredo: você me assusta.

Art Of War


There are songs that I'll never write
Because of you walking out of my life
There are words that don't belong
Because of you I'll never write another love song.




segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A verdade é que abusam da minha paciência.
Ou da minha boa vontade.

Só queria ser normal, às vezes.
Ou mais independente.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Meu coração se fez em pedaços.
Dezenas.
Centenas.
Milhares.

2011, você me propôs um desafio.
Aceito.

E se.

E se eu perdesse algum tempo tentando te explicar tudo o que eu sinto?
E se eu tentasse me inventar em uma série de linhas, com algumas lágrimas borrando minhas palavras?
E se eu te provasse que nada do que você entendeu está certo?
E se eu apagasse todo nosso passado e recomeçasse?

Sabe qual é o maior problema?
Em uma relação, precisamos sempre de uma segunda opinião.
E um segundo coração.
E uma segunda vontade.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Boa noite.

Pijamas. Tiara, predendor de cabelo. Armário, escova, pasta, armário, torneira, água. Pia, torneira, água. Armário. Gaveta, algodão, demaquilante, lixo. Torneira, Effaclar, torneira. Gaveta, algodão, adstringente. Cozinha, armário, copo, geladeira, garrafa, água, garrafa, geladeira. Cama, Differin, tiara, prendedor de cabelo, tônico, Tefin. Endredom, Controle, televisão.

Sono, sonhos.
Falo uma coisa, entendem outra.
Ou imaginam intenções.

Resumo da minha vida.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O melhor sonho.

Sonhei.
Sonhei que estava em algum tipo de hotel, com vários corredores e portas, que tinha um típico bar próximo a entrada. Por algum motivo desconhecido, eu e amigos (que eu nem consegui ver, mas sabia que estavam lá) estavamos lá. Hospedados, talvez. Ou apenas com uma boa dica.
O importante é que eu e uma das minhas melhores amigas estavamos sentadas a mesa com Sir Paul McCartney, que tomava seu típico chá inglês e conversava animadamente.
Até que ele, em algum momento, jogou sua xícara no chão, colocou algum dinheiro na mesa (reais, por mais esquisito que seja) e disse:
- Não deixem que cobrem mais do que 9 cents de vocês.
E saiu correndo. E rindo. E sorrindo.
Olhei pra minha amiga com cara de espanto, pegamos algumas (várias) sacolas que estavam do outro lado do bar, recolhemos os pedaços da xícara, que foram colocados em uma dessas sacolas, e pegamos o dinheiro que o Paul tinha deixado em cima da mesa.
Ao falarmos com o... gerente, talvez, sobre a xícara quebrada, ele disse:
- Eu gastei 200 nessa xícara. Mas isso foi a 20 anos atrás e eu posso dar isso por esquecido, hoje.
Após o primeiro susto, mantivemos os pedaços na sacola e, sem motivo aparente, começamos a correr pelo lugar.
Eu tinha um pedaço de madeira na mão, com alguns desenhos que haviam sido gravados ali. Minha amiga tinha um pedaço igual. Subimos escadas, atravessamos corredores em disparada. Paramos na última porta do corredor que parecia mais longo. Instintivamente, batemos a porta e o chamamos.
Minutos depois, a porta se abriu e Paul estava lá. Usava roupão branco, tinha o rosto sujo do que parecia ser carvão, mas o seu sorriso continuava único. Talvez o melhor sorriso que eu já tenha visto.
Entramos, continuamos a conversar, até que eu disse:
- Nós escrevemos uma carta engraçadinha pra você, desde o show de São Paulo e não conseguimos entregar! E eu não estou com ela aqui. Tem algum jeito de a gente te entregar? Um e-mail... Juro que não vamos ficar te enchendo ou espalhando informação.
Paul, então, pegou uma caneta de tinta dourada e começou a fazer desenhos em sua mão e depois continuou em um papel, dizendo alguma coisa sobre dias da semana, três letras, o menos populoso.
A princípio, fiquei feliz com o enigma, mas depois não conseguia compreender. E antes que eu conseguisse, os olhos abriram e o tempo havia se esgotado.

Havia terminado o melhor sonho da minha vida.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

M.

Michelle não aguentou mais, pegou uma folha de papel e escreveu a letra que os Beatles cantarolavam em sua cabeça à dias. Terminou, dobrou e colocou em um envelope. Escreveu um endereço memorizado com o coração, o seu nome e levou ao correio.

Ela nunca obteve uma resposta.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dicas.

Sabe, vou começar dizendo algumas coisas: Nas férias, me permito fuçar na vida alheia e, fazendo isso, chego a algumas conclusões. Não sei vocês, mas eu não vejo a necessidade de entrar em comunidades do tipo: 'Eu bebo água' ou 'Odeio pegar fila'. Sabe, você não precisa criar uma lista de 'odeio' e 'gosto' pras pessoas gostarem de você. Fora que as tuas preferências você já conhece, não precisa de uma lista pra lembrá-las.
Outra coisa. Se você é o fotógrafo da turma e tirou 150 fotos da balada de ontem, não tem problema de colocar todas no orkut para as pessoas pegarem as fotos. Mas, sabe, NINGUÉM precisa ver a foto do Juninho com a Luana no TEU orkut/facebook. Selecione as fotos que você aparece pra deixar disponível pras pessoas, as outras você coloca em um álbum privado.
Não sei vocês, mas quando eu vejo que um fulano tem 1,500 fotos e percebo que ele nem se quer aparece em metade delas...
Mais um ponto que, particularmente, é o que mais me incomoda. Quando você vai digitar uma coisa, o número de exclamações não vai aumentar o seu entusiasmo e o número de interrogações não vai aumentar a sua dúvida. E se você quer deixar uma frase no ar, três pontos bastam.
O português é uma das línguas mais lindas que existem... e complicada também. Portanto, se esforce um pouquinho para escrevê-lo corretamente, certo?
Declarar o amor com mil todos do(a) amado(a), acompanhado de legendas com uma estrofe de música me dá asco. Nada contra o amor ou o casal, mas tem maneiras muito melhores de demonstrar o amor. E se tudo isso for pra evitar ciúmes... só lamento.
Manter as coisas atualizadas ajuda. Eu, particularmente, me divirto horrores quando eu vejo alguém com a frase 'Eu s2 você até o infinito' com uma comunidade do lado dizendo 'Já foi tarde, idiota!'.
Outra coisa que eu me divirto é com frases manjadas de perfil. Ou de status em twitter. Ninguém quer saber se você tá com sede ou se já escovou os dentes.

Talvez eu seja, ahn, intolerante demais, mas os tempos passam, modas mudam e ser mais clean é o que qualquer um precisa.