domingo, 24 de abril de 2011

E...

Quando paro pra pensar, meu coração sempre falha. Olho a minha volta e tudo soa diferente, o tudo virou nada. Percebo que eu gasto as minhas manhãs com estranhos, por quem eu não nutro grandes sentimentos. E aqueles que um dia eu julguei, hoje me mostraram seus laços, seus sentimentos reais. Um relacionamento.
E eu? Eu continuo me fazendo de forte, achando que alguém desse meu dia-a-dia vai notar o quão frágil eu sou. Sei ser forte, mas você consegue me destruir com meia dúzia de palavras.
Não é segredo pra ninguém que eu não sei cultivar milhares de relacionamentos ao mesmo tempo. Sei conservar muito bem minhas relações com as pessoas de sempre. E estas sim são ótimas, me fazem um bem inimaginável, incalculável e indescritível. Elas são minhas hemácias, que carregam uma pequena mólécula de oxigênio totalmente essencial pra manutenção da vida. Da minha vida.
Mas... e as novas? Todo mundo precisa do novo. Minha vida também depende do novo. A faculdade, é verdade, supre bem esse ponto. A cada aula que passa, a cada novo dado que eu assimilo, a cada novidade que me mostram. Me faz... feliz. Mas e as pessoas que me acompanham nisso? Não são nada. São meros coadjuvantes. Eu não quero coadjuvantes. Eu quero atores e atrizes! Eu quero gente que interaja comigo. Gente que comemore, gente que chore, gente que demonstre realmente se importar.

Será que eu que estou completamente errada sobre as pessoas?
O meu erro está em se importar com tudo isso?
Ou eu sou o problema?

segunda-feira, 7 de março de 2011

Só tou desejando secretamente que você esteja entendendo e ignorando.
E que eu não esteja errada.

sábado, 5 de março de 2011

Sou tão decidida que já não sei o que eu quero.
Acho que ainda tou querendo dormir pra sempre e descançar.


Ou seja a chuva.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Escolher e errar.

Em meados de 2003 ou 2004 (já adianto que sou ruim pra datas) eu tive a chance de ser uma pessoa emocionalmente melhor. Percebo isso hoje. É quase como se uma escolha simples, fizesse toda a diferença em uma vida inteira. E talvez tenha feito.
Foi quando eu tive a chance mais concreta de ter um daqueles namorados de anos e anos. Mas o medo foi maior. Desde então, comecei o looping eterno de escolhas infelizes.
Em 2006, fiz o que julguei mal porque a curiosidade ganhou. Pouco tempo depois, quase me deixei enganar, mas a sensatez me salvou. E a frieza começou a aparecer.
Em 2007, me vi em um tipo esquisito de bifurcação que, hoje, posso ver que seriam duas escolhas que trariam resultados praticamente iguais. Escolhi a mais impossível e sutil, amoleci e me deixei encantar. Sonhei, voei e, quando achei que estava nas nuvens, despenquei do abismo e caí no purgatório. Me sentenciei a ficar dois anos em algum tipo de luto. A desconfiança ganhou. E ainda aparecem vestígios, ocasionalmente.
Em 2009, achei que seria diferente. E, de fato, foi. Foi sem frio na barriga, sem ansiosidade, sem pequenos dilemas. Foi maluco e indiferente. Foi quando eu descobri que sei atuar no outro papel.
Em 2010, finalmente fiz uma escolha certa. Só errei no pós, talvez por falta de hábito em chegar neste ponto. Sinceramente, não sei se eu agisse de outra forma, faria alguma diferença. Acho que vai ser uma eterna incógnita a ser levada.
Meses depois, tive um tipo de lapso, corrigido a tempo.
Tudo encaminhado e devidamente estacionado. E, depois desse pequeno resumo de infelicidades ou pequenas frustrações, eu conseguir mudar a primeira escolha de todas?

terça-feira, 1 de março de 2011

Reflexão barata.

Só queria (me) esclarecer uns pontos. Nossa diferença é simples: Não nasci pra aceitar o que tem pra hoje. Nasci pra apostar na melhoria do amanhã.
Arrisco. Perco, ganho. Tento mais uma vez. E sigo.
Não vou dizer que sempre acerto. Muito pelo contrário, sou a campeã das escolhas erradas ou dos mal entendidos. O que eu quero dizer é que vou aproveitando as chances que aparecem, mas não desprezo outras opções por comodidade. Assim como recuso opções com alguma consciência de que consigo coisa melhor. E geralmente ela aparece algum tempo depois.
Já deixei boas chances escaparem (e torço em segredo compartilhado pra que hajam segundas ou terceiras chances), já me machuquei por arriscar demais e por arriscar de menos.
Já perdi amores, já ganhei amores. Já amei tardiamente, já amei antecipadamente. Não me completei, não me senti plena. E sigo.
Que fique claro: Não estou dizendo que ficar estacionado em uma situação é ruim. Longe disso. O problema é parar pra satisfazer os outros. Pra achar uma parte nova, por achar. É quase como improvisar o sete de copas perdido por um pedaço de sufite. Fará o papel desejado, mas está bem longe de ser o ideal.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

ILTY

Existem pessoas que aprendem com os erros e aquelas que seguem errando em looping eterno. Sabe, não é por nada, mas as pessoas costumam perceber quando não são bem vindas. Assim como sabem que não são companhia agradável.
São pouco mais de dois anos presenciando as mesmas coisas, os mesmos dramas. Não gostou? VIRA PRO LADO E DORME. Sai. Vai dar uma volta. Nem apareça.
O pior é que eu fico bem curiosa do porquê. Sigo com a teoria de que é tudo medo de dizer não e chatear os amiguinhos. VOU TE CONTAR QUE TÁ DANDO NA MESMA.
Mentira, não tá por um único motivo: Isso que você faz só dá raiva. E o pior (e aí eu vou pro campo da auto-crítica) é que eu sempre acabo me iludindo de que vai dar certo desta vez. Não dá, nunca deu, nunca dará.
Continuo babaca o suficiente pra recusar convites legais pra dar chance pra outras pessoas. Uma completa idiota, tou sabendo. Mas sou assim, acredito cegamente nas pessoas, mesmo que não pareça.

Vou testar a minha paciência.
Segue 2011.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

OLDV e ILTY

Vou fazer um resumo entre ontem e hoje.
Quando a gente (re)vê pessoas que já até tinhamos esquecido que existiam, milhões de pensamentos maldosos vem a cabeça, é inevitável. Note: se você nem lembrava delas é porque elas não foram enquadradas na categoria amigos.
Quando você vê descaradamente que uma pessoa não se poupou nas férias dos petiscos, sorvetes e muito óleo, devido a vários (alguns) dias de praia e apareceu com aquela belíssima cara redonda, roupas calculadas pra tentar disfarçar qualquer coisa... Amigo(a), não deu certo. Você continua com a cara de bolacha. Sabe, nada contra os gordinhos e tudo o mais (amo vocês, seus lindos!), mas engordar por descuido é meio intolerável. Não é porque você já tem namorado(a) que você tem que parar de se cuidar. Ele(a) pode te dar um pé na bunda quando quiser, assim como você pode achar algo melhor. Sem contar que acho que é desprezo pela própria saúde. Vai dar uma volta no quarteirão com o cachorro, desce um ponto antes... CUIDE da sua vida, do seu bem-estar, independente de ditadura da moda.
Falando em ditadura da moda... qual é dessas calças me-caguei-e-não-limpei? Não é porque uma modelete de 27 kg usa em desfiles de moda que você vai usar no dia-a-dia. Acha que o cavalo da calça te machuca? Use saia, vestido e aproveite o verão. Posso não saber absolutamente nada de tendências da moda, o que é in, o que é out, o que pode e o que não pode usar, mas acredito que eu tenha o mínimo de bom senso e sei combinar as minhas roupas.
E, aproveitando, deixo meu desabafo de que alguém me chamou de família Restart no meio da rua. Amigo, só não te contei que, pra começar, eu tava ouvindo Beatles, porque eu entendi o seu daltonismo. Só não digo que eu estava monocromática porque tinha trocado o branco pelo vermelho. Ou seja, nada de laranja, verde limão ou qualquer coisa assim.
Uma outra coisa que me incomoda é gente que deseja mal pra 'amigos'. Se teu é amigo faz uma escolha, alerte-o sobre as possibilidades, mas não diga que nada vai dar certo. Não vai dar certo se gente pentelha feito você ficar só criticando e zunindo na orelha 24 horas por dia, sete dias por semana (o famoso 24/7). Ele só vai ser um infeliz se ficar feito você, sentado com a bunda no sofá, até chegar a hora do BBB, mudando freneticamente de canais, pra se provar que a programação tá decorada.
Notei, ultimamente, que as pessoas tem medo de elogiar. Hojontem, eu ouvi uns 'você tá de tirada, que fofinha', 'adorei a rasteirinha', 'qual esmalte é esse?', 'sempre fashion'... é quase um 'adorei a tarrachinha do teu brinco direito'. Se as pessoas se elogiassem casualmente, o mundo seria melhor. Não falo só de elogios a roupa do dia, cabelo e a parte física (mesmo que você continue lindo), mas dizer que gostou da parte do trabalho ou qualquer elogio emocional. Dá ânimo, dá a certeza de que você tá fazendo a coisa certa. MAS NÃO. Agora experimenta fazer uma cagadinha no relatório da semana. SE FUDEU, MINHA FILHA/MEU FILHO.
Ei, você, que tá me olhando com cara de pena... Guarde ela pra você. Você precisa mais do que eu. E tente melhorar essa risada interna, tá estampado na tua cara.
E amigos, por favor, me avisem se um dia desses eu começar a ficar laranja demais.

Tá, hoje ficamos por aqui. Se eu esqueci de qualquer coisa, tudo bem. Os dilemas de sempre aparecerão mais tarde. Ou não.