Existem vários tipos de pessoas que aparecem ao longo dos anos. A maioria desaparece no ano seguinte. Ou nem isso.Existem aquelas que sabemos que existem, acompanhamos, de certa forma, o que acontece por redes sociais e emitimos algum tipo de pensamento ao ver a janelinha do msn subindo. Agora mesmo entrou um que eu nunca vi, já falei muito e hoje, acho que nem se quer se lembra direito de mim. Um pouco deprimente? Pior ainda se eu comentar que sempre que ele entra, eu penso 'como ele consegue ser tão gatz, gzuz?'. Pois é.
Tem aqueles que estudamos juntos em algum momento digno da nossa terceira ou quarta série ou aqueles vizinhos aleatórios que você sempre encontra na fila do caixa da padaria. Hoje, eles tem algum tipo de informação associada que me faz pensar um 'WTF?'. A maioria das vezes é saber que estão namorando a 5 anos ou que tiveram filhos.
Ah, tem também aqueles que falam, a grosso modo, sempre com você. Sempre vem o famoso 'Oi, tudo bem? Tá sumida, hein?' que se repete com uma frequência de uma vez por mês. Esses, me deixam feliz umas vezes e irritada outras. Afinal, o típico papo de conversa de elevador foi criado exatamente pra durar cerca de 2 a 3 minutos, a diferença de tempo pro msn é de alguns minutos a mais, já que eu, pelo menos, nunca respondo de prontidão, só.
Ex em redes sociais é um caso que merece uma atenção especial de psicólogos e psiquiatras. Eles têm o dom de aparecer em dias/épocas estratégicos e sempre acabam te chamando pra sair. 'Ah, a gente devia sair algum dia.' e eu sempre concordo porque sei que nunca vai vir um convite de verdade, além do papo se repetir em aproximadamente três meses. Tem também aqueles que vem com o papo de que as coisas mudaram, que ele amadureceu e tá agindo diferente. Dependendo do tom, eu sempre acabo rindo. Me desculpe se você, meu ex, estiver lendo isso, mas é verdade.
Tem outras pessoas que eu gosto muito de acompanhar a vida. Ver fotos, ler twitter/fotolog/qualquer coisa que se lê, músicas que tem ouvido, etc. O mais engraçado é que eu sinto uma puta afinidade e, na maioria das vezes, eu não tenho o mínimo de intimidade. É, no máximo, um reply aleatório no twitter ou um comentário em foto e olhe lá. E o mais engraçado é que eu me sinto bem e, ao mesmo tempo, muito idiota por isso.
Existem também aquelas pessoas que só aparecem pra te encher ou te xavecar. Aquelas que aparecerem aleatoriamente em qualquer lugar pra falar 'nossa, você nunca sai do msn não?' ou 'que foto linda, chuchu. Casa comigo?' ou ainda 'tou add, gata.'. Acho deprimente, simples assim.
Tem aquelas que você conversa quase que diariamente, que você sabe que tem uma puta afinidade, que conhece muito de você e da sua vida e, pelo menos comigo, boa parte nunca me viu pessoalmente. Essas se dividem ainda em três subgrupos: Virtuais recíprocas, virtuais não recíprocas e reais/amigos.
As virtuais recíprocas são, basicamente, aquelas que você consegue notar que se importam com você também, tem algum tipo de relação recíproca. São aquelas que às vezes mandam sms, lembram do teu aniversário, deixam scraps casuais. Resumidamente, sentem a sua falta e queriam, de alguma maneira, estar presente de corpo e alma, e não só de alma, na tua vida.
As virtuais não recíprocas são as que sempre me fazem pensar 'Nossa, como você é idiota, Gabriela.'. São aquelas que eu tenho um carinho gigante, uma consideração que eu acho que elas nem sonham que existem.
As virtuais não recíprocas são as que sempre me fazem pensar 'Nossa, como você é idiota, Gabriela.'. São aquelas que eu tenho um carinho gigante, uma consideração que eu acho que elas nem sonham que existem e muito menos demonstram sentir reciprocidade. E, com uma delas, eu devo confessar que eu tenho sim um amor platônico que, no momento, uso um verso de Time Is Running Out, do Muse, pra descrevê-la: 'I tried to give you up, but I'm addicted.'. Confesso ainda que eu queria muito que essas, um dia, viessem me falar que eu tou errada, que elas sentem sim um carinho por mim também. Ou demonstrar, sei lá.
Os reais/amigos, bem, são todos aqueles que eu convivo, que participam dos rolês, que eu conto os meus detalhes mais íntimos e/ou sempre estão dispostos a atravessar a cidade pra me dar um abraço. São a minha base, inegavelmente.
O mais engraçado é que a maioria das pessoas ficam trocando de 'status', de grupo, sem contar aquelas que são completamente inconstantes que eu nem se quer consigo 'classificar'. Não sei definir o que elas representam, apesar de, em geral, eu me interessar muito por elas.
A verdade é que, muitas vezes, eu me sinto muito drama queen quando o assunto é 'pessoas' e os meus sentimento pra elas. Às vezes, queria um pouco mais de (re)conhecimento. Outras, reciprocidade.
O que me resta, no final das contas, é perder um tempo escrevendo pra comentar tudo isso e não chegar em lugar nenhum. Ou melhor, nem se quer sair do lugar.
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