É clichê, mas eu sempre faço esse 'recapitulando'. Mesmo que não pareça.
2009 (dois-mil-e-nove) começou cheio de promessas, podendo ser um dos melhores anos da minha vida, mas a verdade é que eu ainda acho que 2007/2008 foram os melhores anos.
Foi um começo de ano bem esquisito, já que eu não tinha a MENOR idéia de como seria. Eu estava naquele dilema 'Unifesp? Oswaldo Cruz? Cursinho?', já que eu tava na lista de espera de um, matriculada em outro, mas sem condições financeiras de me manter a longo prazo e o terceiro era o plano B. É, o plano pra se os dois primeiros falhassem. E o que aconteceu foi um 'plano C', quando eu fui aprovada pelo ProUni e comecei a ir pra FOC. Tão sonhado curso de farmácia, aí fui/vou eu!
E com a faculdade, veio aqueeela esperança de vida nova. De fato, a faculdade me deu uma vida nova, me mostrou pessoas novas. Entre essas pessoas novas, pude chamar de 'amigas' especialmente 6 garotas completamente diferentes e, junto com mais 6 também diferentes, formamos um grande grupo. Um grupo longe da 'perfeita harmonia', é verdade, mas um grupo com uma diversidade que me fez pagar a língua, já que a minha primeira impressão geral foi que não passava de um monte de gente com o perfil que eu mais desprezo. Fico realmente feliz por ter tido uma primeira impressão errada.
Além da parte 'social' da faculdade, conheci a temida e amada química orgânica e mais doze (doooouze!) matérias, sendo que eu tenho um leve palpite que a orgânica vai estar presente na minha vida pra um quase sempre, profissionalmente. Se eu achei que tinha estudado MUITO o ano passado, de algum jeito esquisito, posso dizer que consegui estudar mais ainda esse ano.
Musicalmente, 2009 foi um ano relativamente estável. Quanto a shows, teve o do B-52's pra minha listinha de internacionais, que eu devo dizer que foi DEMAIS por ter ido com a minha mãe e pela Kate Pierson linda e absoluta com seus muitos anos de idade, e mais dois show do Cine.
O Last.fm me ajuda a dizer que os 5 mais escutados esse ano foram, respectivamente, Anberlin, Stereophonics, Engenheiros do Hawaii, Beatles e Cidadão Quem. E o engraçado é que o @lovenights (ou 18031991 aqui no fotolog) tem influência direta em dois e indireta em um. E, aproveitando, eu quero registrar aqui que eu sou extremamente grata a ele pelos phonics. Devo dizer que esse ano surgiu uma artéria beatlemaniaca que eu nem sabia que existia dentro de mim. E eu, como uma boa irmã, passei a fase também pro meu irmão. Não que eu não gostasse, mas o gosto ficou BEM mais forte e claro esse ano.
2009 me fez notar o valor de algumas pessoas, seja a presença ou ausência dessas. Começou meio conturbado, o que levou até o fim do /lost_hollywood e /likeastoneee, que foram invadidos e deletados de maneira estúpida e sem sentido, por alguém sem o mínimo de coragem pra assumir o que fez. Mas, por outro lado, percebi cada vez mais a importância de pessoas como a @lunasomething (/__rosenrot), o @thipal (também teve o fotolog deletado), a @Szablewski (/szablewski) e a @beacynic_ (/wordsaremissiles) na minha vida, além das mencionadas anteriormente. E eles, em especial, fizeram o meu 2009 cheio de pequenas maluquices e muita, mas MUITA risada! Todas as internas, todas as reuniõezinhas, todos os chats... Tudo, tudo. VOCÊS SÃO DEMAIS, SÉRIO! E quero vocês comigo sempre!
Além deles, quanto a amizades, tive duas grandes decepções. E hoje, acho que, no final das contas, eu AGRADEÇO por ter acontecido tudo isso. Foi bom conhecer o lado verdadeiro das duas e saber que 'confiança' e 'lealdade' são palavras com significados incompletos, além de outras palavras.
Em 2009 eu conheci pessoalmente a @lekaa__ (/lekaa__x3). Foi rápido, confuso e lindo! HAHA Queria ter a chance de poder ir lá pra SC e passar um bom tempo com ela ou que ela voltasse aqui, com calma. Uma das pessoas mais lindas que eu já conheci. E eu não tou falando só exteriormente não.
2009 mostrou também que eu não preciso estar presente diariamente na vida de um amigo (pessoalmente ou não) pra a relação não ficar esquisita. Foi o ficar dois meses sem se falar por horários incompatíveis e, quando voltou, foi como se não houvesse existido a pausa. Além disso, houve a 'nova' amizade com pessoas inesperada, assim como a ausência de pessoas que antes eram tão presentes.
Agora, no finalzinho, 2009 me mostrou o @donfillippo e, de certa forma, um novo mundo, que eu tinha esquecido quase que completamente. Mas ainda é cedo demais pra tirar conclusões.
Essas são as minhas impressões de 2009. São os acontecimentos que vieram na minha mente. Se não citei algo ou alguém, não foi por mal e peço desculpas. O post acabou sendo 'no susto' e ver que eu estou quase sem caracteres também não ajuda.
Termino 2009 com certa satisfação e algumas certezas, além dos sonhos que nunca deixaram de existir. E 2010, não tenho muitos pedidos e planos, mas o maior é desejo é que você me surpreenda.
FELIZ ANO NOVO, GALERE!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
L.
Liesel olhou no espelho e viu seu rosto. A maquiagem estava borrada, seus olhos verde oliva se contrastavam com um vermelho escalate da sua esclera. Sentiu dó de si mesma.
Seu olhar trazia diversos sentimentos que pareciam confusos pra ela mesma. Via amor, angustia, saudade, dor, agonia, euforia, raiva, anciedade... Uma mistura extrememante instável de sentimentos.
De repente soube do que precisava. Pijamas.
Seu olhar trazia diversos sentimentos que pareciam confusos pra ela mesma. Via amor, angustia, saudade, dor, agonia, euforia, raiva, anciedade... Uma mistura extrememante instável de sentimentos.
De repente soube do que precisava. Pijamas.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
S.
Susan, em um dia qualquer, reparou no tempo. Ficou encantada com a idéia que lhe passou pela cabeça: qualquer pergunta que lhe fizessem, ela conseguiria tranqüilamente responder com a palavra tempo.
Estamos constantemente reclamando que precisamos de um tempo, que devemos dar tempo ao tempo, que precisamos parar o tempo... Seria o tempo o vilão do mundo? Ela sabia que não. O tempo era apenas uma desculpa casual que sempre é capaz de camuflar os verdadeiros motivos que nos afligem.
Lembrou-se de um dia que conversava distraidamente com uma criança e ela olhou para Susan com os olhos cheios de dúvidas, perguntando o que era tempo. No momento, Susan respondeu com simplicidade dizendo que era o que o relógio marcava, as horas do dia ou quantos minutos eram necessários para se fazer alguma coisa.
Agora a pergunta da criança martelava em sua cabeça, mas com um novo interesse. Tentou definir pra si. Cinco minutos depois, desistira. Susan só sabia que o tempo era, de qualquer forma, um importante fator em vários tipos de decisões. É com base nele que se estipula se é possível seguir em frente, parar ou mudar de rota. Tudo depende do tempo.
E aquilo soava fantástico, como se tivessem acabado de sussurrar em seu ouvido a resolução de um problema impossível ou até mesmo os números que seriam sorteados no sorteio de amanhã. Susan se assustou quando percebeu que algumas coisas que antes não faziam sentido, agora estavam um pouco mais claras. Ela tinha que ter um domínio sobre as palavras, tinha que saber jogar com elas e só assim chegaria na resposta real.
Elaborou em sua mente a situação, repassou possíveis diálogos e definiu posições. Ia lutar pela verdade. Pela sua verdade.
Tomou um gole de água e, então, partiu.
Estamos constantemente reclamando que precisamos de um tempo, que devemos dar tempo ao tempo, que precisamos parar o tempo... Seria o tempo o vilão do mundo? Ela sabia que não. O tempo era apenas uma desculpa casual que sempre é capaz de camuflar os verdadeiros motivos que nos afligem.
Lembrou-se de um dia que conversava distraidamente com uma criança e ela olhou para Susan com os olhos cheios de dúvidas, perguntando o que era tempo. No momento, Susan respondeu com simplicidade dizendo que era o que o relógio marcava, as horas do dia ou quantos minutos eram necessários para se fazer alguma coisa.
Agora a pergunta da criança martelava em sua cabeça, mas com um novo interesse. Tentou definir pra si. Cinco minutos depois, desistira. Susan só sabia que o tempo era, de qualquer forma, um importante fator em vários tipos de decisões. É com base nele que se estipula se é possível seguir em frente, parar ou mudar de rota. Tudo depende do tempo.
E aquilo soava fantástico, como se tivessem acabado de sussurrar em seu ouvido a resolução de um problema impossível ou até mesmo os números que seriam sorteados no sorteio de amanhã. Susan se assustou quando percebeu que algumas coisas que antes não faziam sentido, agora estavam um pouco mais claras. Ela tinha que ter um domínio sobre as palavras, tinha que saber jogar com elas e só assim chegaria na resposta real.
Elaborou em sua mente a situação, repassou possíveis diálogos e definiu posições. Ia lutar pela verdade. Pela sua verdade.
Tomou um gole de água e, então, partiu.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Stereophonics version.
As regras:
- Escolher uma banda/artista.
- Responder SOMENTE com TÍTULOS de suas canções (da banda escolhida anteriormente).
Artista escolhido: Stereophonics.
1) Você é homem ou mulher?
Girl.
2) Descreva-se
Live n' Love.
3) O que as pessoas acham de você?
Could You Be The One.
4) Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
Lying In The Sun.
5) Descreva sua atual relação com namorada ou pretendente
Rainbows And Pots Of Gold.
6) Onde queria estar agora?
Dakota.
7) O que pensa a respeito do amor?
Trouble.
8) Como é sua vida?
Lady Luck.
9) O que pediria se tivesse apenas um desejo?
Have A Nice Day.
10) Escreva uma frase sábia
Pass The Buck.
Despedida: Nice To Be Out.
- Escolher uma banda/artista.
- Responder SOMENTE com TÍTULOS de suas canções (da banda escolhida anteriormente).
Artista escolhido: Stereophonics.
1) Você é homem ou mulher?
Girl.
2) Descreva-se
Live n' Love.
3) O que as pessoas acham de você?
Could You Be The One.
4) Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
Lying In The Sun.
5) Descreva sua atual relação com namorada ou pretendente
Rainbows And Pots Of Gold.
6) Onde queria estar agora?
Dakota.
7) O que pensa a respeito do amor?
Trouble.
8) Como é sua vida?
Lady Luck.
9) O que pediria se tivesse apenas um desejo?
Have A Nice Day.
10) Escreva uma frase sábia
Pass The Buck.
Despedida: Nice To Be Out.
Nine Inch Nails version.
As regras:
- Escolher uma banda/artista.
- Responder SOMENTE com TÍTULOS de suas canções (da banda escolhida anteriormente).
Artista escolhido: Nine Inch Nails.
1) Você é homem ou mulher?
You Know What You Are.
2) Descreva-se
Only.
3) O que as pessoas acham de você?
The Perfect Drug.
4) Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
The Great Destroyer.
5) Descreva sua atual relação com namorada ou pretendente
Something I Can Never Have.
6) Onde queria estar agora?
Beside You In Time.
7) O que pensa a respeito do amor?
Love Is Not Enough.
8) Como é sua vida?
Everyday Is Exactly Same.
9) O que pediria se tivesse apenas um desejo?
All The Love In The World.
10) Escreva uma frase sábia
Another Version Of The Truth.
Despedida: Self Destruction, Part Three.
- Escolher uma banda/artista.
- Responder SOMENTE com TÍTULOS de suas canções (da banda escolhida anteriormente).
Artista escolhido: Nine Inch Nails.
1) Você é homem ou mulher?
You Know What You Are.
2) Descreva-se
Only.
3) O que as pessoas acham de você?
The Perfect Drug.
4) Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
The Great Destroyer.
5) Descreva sua atual relação com namorada ou pretendente
Something I Can Never Have.
6) Onde queria estar agora?
Beside You In Time.
7) O que pensa a respeito do amor?
Love Is Not Enough.
8) Como é sua vida?
Everyday Is Exactly Same.
9) O que pediria se tivesse apenas um desejo?
All The Love In The World.
10) Escreva uma frase sábia
Another Version Of The Truth.
Despedida: Self Destruction, Part Three.
Poderia ter sido uma noite comum, mas não foi.
O que inclui sair às 4h da manhã da Vila Olímpia pra ir até Perdizes, quase sem gasolina, de pijama e meia, comendo brigadeiro.
And talking in two languages.
Obrigada ao frentista vesgo que nos atendeu por volta das 4h30, mesmo que tenha recusado o brigadeiro.
E desculpas pelas pequenas infrações cometidas entre às 4h e 5h. Somos meninas indefesas que não poderiamos ficar paradas no meio da madrugada, né? Todas as 20 vezes. E, bem, vale pela conversão proibida a esquerda também. As duas.
We're old enough to know, but too young to care.
O que inclui sair às 4h da manhã da Vila Olímpia pra ir até Perdizes, quase sem gasolina, de pijama e meia, comendo brigadeiro.
And talking in two languages.
Obrigada ao frentista vesgo que nos atendeu por volta das 4h30, mesmo que tenha recusado o brigadeiro.
E desculpas pelas pequenas infrações cometidas entre às 4h e 5h. Somos meninas indefesas que não poderiamos ficar paradas no meio da madrugada, né? Todas as 20 vezes. E, bem, vale pela conversão proibida a esquerda também. As duas.
We're old enough to know, but too young to care.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Amores impossíveis são famosíssimos, invejáveis e desejados. São amores intensos, fortes como uma corrente de ferro, o único problema é terem empecilios pelo meio do caminho. No meio do caminho tinha uma pedra diz o mais conhecido poema de Drummond.
Hoje, não me vejo vivendo algum amor impossível. Não, não é nada disso. Mas, ao mesmo tempo, é quase isso. Primeiro, tenho que lembrar que sempre tem uma idealização. Aí, mistura isso a um tipo esquisito de triângulo amoroso e... pronto!
Me sinto em algum tipo de série americana ou até em algum tipo de novela mexicana. Assumo que eu, no fundo gosto, mas é complicado saber que sou a única que sabe da situação inteira... Quer dizer, eles sabem também, mas não como eu sei.
Não quero que faça sentido, só quero dizer que o meu idealizado é pro futuro. O meu outro é pro presente e talvez futuro, mas este apenas em outra condição.
Eu me sinto mal, mas o que eu posso fazer?
Hoje, não me vejo vivendo algum amor impossível. Não, não é nada disso. Mas, ao mesmo tempo, é quase isso. Primeiro, tenho que lembrar que sempre tem uma idealização. Aí, mistura isso a um tipo esquisito de triângulo amoroso e... pronto!
Me sinto em algum tipo de série americana ou até em algum tipo de novela mexicana. Assumo que eu, no fundo gosto, mas é complicado saber que sou a única que sabe da situação inteira... Quer dizer, eles sabem também, mas não como eu sei.
Não quero que faça sentido, só quero dizer que o meu idealizado é pro futuro. O meu outro é pro presente e talvez futuro, mas este apenas em outra condição.
Eu me sinto mal, mas o que eu posso fazer?
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
G.
Existem verdades inegáveis e meias verdades. Existem dados para serem analisados e, no final, serem concluídos e estimados. Existem probabilidades, existem reajustes. Existem variáveis.
Poderia ficar nisso durante mais algumas linhas, mas acredito que já tenha dado pra entender. Eu, no meu mais profundo desejo de saber, gostaria de perguntar como vai ser o futuro. Ou melhor, gostaria de ser capaz de adivinhá-lo. Mas as tais variáveis tornam esse desejo praticamente impossível.
O futuro é sempre aclamado por todos. É altamente desejado, como se fosse solucionar todos ou qualquer problema do presente. De fato, soluciona, já que no presente fazemos questão de lembrar como o passado era incrível.
Por isso, existem pessoas que fazem vários planos para o futuro, seja ele o de dois anos ou o de dois dias. São pessoas desesperadas pelo desejo de melhora, pela virada da página, pelo encerramento do capítulo, pela troca de cena do seus próprios filmes. São desesperadas pelo término do presente.
Existem também aquelas que sentem que o presente não é nada agradável, que não veem promessas no futuro e que tudo melhor aconteceu no passado. E aí vivem a eterna lembrança, querendo poder voltar no tempo e aproveitar aquela época de uma maneira ainda melhor. Vivem de pura nostalgia, de contar e recontar tudo o que aconteceu. São pessoas desesperadas pela volta do passado.
E existe eu, que tenho medo do futuro e preciso de um relógio.
Poderia ficar nisso durante mais algumas linhas, mas acredito que já tenha dado pra entender. Eu, no meu mais profundo desejo de saber, gostaria de perguntar como vai ser o futuro. Ou melhor, gostaria de ser capaz de adivinhá-lo. Mas as tais variáveis tornam esse desejo praticamente impossível.
O futuro é sempre aclamado por todos. É altamente desejado, como se fosse solucionar todos ou qualquer problema do presente. De fato, soluciona, já que no presente fazemos questão de lembrar como o passado era incrível.
Por isso, existem pessoas que fazem vários planos para o futuro, seja ele o de dois anos ou o de dois dias. São pessoas desesperadas pelo desejo de melhora, pela virada da página, pelo encerramento do capítulo, pela troca de cena do seus próprios filmes. São desesperadas pelo término do presente.
Existem também aquelas que sentem que o presente não é nada agradável, que não veem promessas no futuro e que tudo melhor aconteceu no passado. E aí vivem a eterna lembrança, querendo poder voltar no tempo e aproveitar aquela época de uma maneira ainda melhor. Vivem de pura nostalgia, de contar e recontar tudo o que aconteceu. São pessoas desesperadas pela volta do passado.
E existe eu, que tenho medo do futuro e preciso de um relógio.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
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